profissionalismo, cada peça em seu lugar


Profissionalismo - (Colourful Clown - publicado em www.e-quip4education.co.uk)
Profissionalismo – (Colourful Clown – publicado em http://www.e-quip4education.co.uk)

Dias corridos, muito trabalho, muito mesmo. Deixei atrasar algumas coisas, tanto coisas do meu trabalho quanto da pós-graduação, agora to correndo pra compensar. Não gosto de “pessoalizar” muito o post, afinal, já costumo fazer isso no twitter, mas resolvi explicar logo de início pra que você entenda caso  texto soe pedante. Hoje a idéia é falar sobre profissionalismo. É um assunto bem subjetivo, afinal, tangencia o bom senso o tempo todo. Mas aí surge um questão importante/polêmica: o que é bom senso? Democraticamente é o que a maioria das pessoas acha natural?! Não sei, mas para será esse o sentido adotado nesse post.

No trabalho, nos tornamos profissionais naquilo que fazemos. Ora, nos qualificamos antes de entrar (com um curso de curta duração ou média; ou um curso técnico; ou uma graduação; ou uma pós-graduação), ora, aprendemos na prática a desempenhar nossas atividades. Seja como for, temos um conjunto de ações para executar. Funções essas que, normalmente, são bem definidas.  Por exemplo:

  • em linhas gerais, o que se espera de um motorista de ônibus? Que ele dirija com segurança, que apanhe os passageiros nos pontos e que os entregue em seus respectivos destinos ao longo da linha de maneira cordial;
  • o que se espera de um guarda de trânsito? Que organize o trânsito (também de maneira cordial), orientando os motoristas e registrando as infrações para que os infratores sejam punidos em seu devido tempo;
  • o que se espera de um caixa de supermercado? Que registre os itens da compra, que cobre o valor final e nos dê o troco corretamente (se o pagamento não for feito com cartão de crédito ou débito), tudo de maneira cordial;
  • o que se espera de um gerente de vendas? Que gerencie seus colaboradores, acompanhando os números das vendas. Fazendo intervenções quando for necessários, seja para elogios, seja para crítica. Ambos de maneira cordial.

Pois bem, cada profissional tem seu papel. O que se espera dele é que execute suas atividades com esmero. Além disso, como somos seres sociais e o contato humano é inevitável, agir cordialmente é fundamental para a manutenção do bom convívio.  Logo, entendo que agir com profissionalismo diz respeito a, no mínimo, executar o  trabalho corretamente, em tempo adequado e de maneira respeitosa para com as outras pessoas.

Aprofundando um pouco mais essa questão, profissionalismo é saber separar a vida de profissional da vida do pessoal, de modo que as ações tomadas no trabalho não interfiram na vida afetiva, tanto na nossa quanto na das demais pessoa com quem nos relacionamos profissionalmente.  Olhando de longe e de costas, esse post lembra aquele antigo sobre liderança, mas dessa vez falo sobre a interação de todos os envolvidos num processo de trabalho e não só do chefe com seus subordinados.  Sendo mais lúdico (correndo o risco de até ser idiota), seria algo do tipo: se meu papel é colocar a peça triangular com três furo no meio no lugar onde tem três pinos, devo fazer isso e não tentar colocá-la no lugar onde tem apenas dois pinos, deixando um buraco vazio e uma outra peça sem lugar para se encaixar. Além disso, devo fazer minha ação no tempo certo, para que não interfira nas atividades dos demais que dela dependam. Por fim, sendo sempre respeitoso em todas as ações. Claro que existem dias que estamos emputecidos, mas ninguém tem culpa dos nossos problemas pessoais, portanto não é correto descontar em quem quer que seja.

Ademais, ser profissional é ser cordial independentemente do cargo que os outros ocupam, não importando se é o diretor ou o auxiliar de serviço geral que está nos pedindo algo. O tratamento deve ser justo. Além disso, devemos trabalhar com a prioridade que cada situação demanda e não  para “fazer média” com as pessoas de cargo mais importante ou com os mais chegados.

Ser profissional, é saber diferenciar o tempo certo de rir e contar piada do tempo de ficar sério e fazer o que se tem pra fazer (eis mais um exercício de bom senso).

Ser profissional, é ser companheiro e apoiar o colega quando ele precisar, puxar a orelha quando for necessário, ouvir a crítica quando ela vier – separando a vida pessoal e não ficando com raivinha, elogiar e valorizar o elogio recebido. É também ser sério, fazendo o que tem que ser feito, ou seja, encaixando cada peça em seu lugar.

Por mais que se goste do trabalho, em via de regra, trabalha-se porque precisa. Dessa forma, paga-se as contas no final do mês.  Quando falta profissionalismo, o trabalho se torna desgastante e o ambiente desconfortável. A implicação disso é a diminuição da libido laboral. Portanto, seguindo a velha linha do faça o teu que eu faço o meu, sejamos profissionais para que o nosso tempo juntos no trabalho seja o mais agradável possível.

É isso.

Até a próxima.

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2 pensamentos sobre “profissionalismo, cada peça em seu lugar

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