Territorialidade, aconchego


Cantinho aconchegante

Cantinho aconchegante

Luta por território é algo tão velho quanto andar pra frente. Na bíblia que os primeiros porradeiros relatados são justamente pela propriedade da terra. Além disso, foi prometido a Abraão, e à sua descendência, a posse de uma terra em que manava leite e mel. De lá pra cá por conta de interpretações diferentes da história, judeus e árabes não se bicam até hoje. Daria pra falar ainda sobre uma porção de fatos históricos que embasam essa relação de dependência humana para com a terra. Mas a idéia é falar do sentimento nos conecta aos lugares, tanto aqueles em que vivemos, como aqueles por onde passamos.

Não sei se é o termo certo, mas chamo de territorialidade. É aquilo que você sente quando alguém estaciona em cima da linha e/ou pega um pedaço da sua vaga na garagem do condomínio (eu sei que nesse caso se trata de falta de educação e que irrita profundamente; o pensamento gerado é: ele está invadindo o meu espaço). Outros  exemplos de invasão:  no escritório, quando resolvem colocam coisas em sua mesa que não lhe pertencem; no cinema, quando a pessoa da cadeira de trás coloca o pé em cima ou na lateral do sua poltrona. Pois bem, esse instinto de proteção territorial é inerente à natureza humana. Repare que há mais de 2 mil anos isso é motivo de luta. Logo, é algo que vai nos acompanhar eternamente.

A casa em que passei minha infância era bastante aconchegante, mas depois de uma série de acontecimentos, minha percepção daquele lugar mudou. Ela simplesmente deixou de ser acolhedora, apesar de todo amor com que costumo ser recebido em todas as vezes que retorno. Ir até lá é sufocante, causa um tremendo mal estar que cresce de acordo com a quantidade de tempo que permaneço. Então parei pra pensar: o que é que existia que não existe mais pra causar essa sensação?  Vieram algumas coisas:

  1. Identificação – quando você se identifica com o lugar e com o que há nele. Há uma certa intimidade entre pessoas e coisas, um tipo de cumplicidade.
  2. Privacidade – é fundamental haver privacidade, você poder fazer suas coisas de acordo com sua individualidade. Tanto no trabalho, como em casa, precisamos ter um espaço nosso, mesmo que seja de apenas um metro quadrado.
  3. Beleza – não precisa vir o Marcelo Rosembaun encher a casa de móveis daquela loja cara. Mas precisa haver atração visual com o espaço.

Portanto, diante dessa característica territorialista, é interessante que se aprenda sua devida importância, a fim de que se consiga dosar a energia que deverá ser gasta para criar um ambiente aconchegante. Dessa forma, será possível criar e manter um espaço em que se sinta bem e permita que as baterias sejam recarregadas.

É isso, pense sobre e até a próxima.


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Um pensamento sobre “Territorialidade, aconchego

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