cartas, fichas e escolhas

Cartas - publicado em mblog.net

Cartas - publicado em mblog.net

Observação: se você não joga baralho ou não gosta de poker, possivelmente não goste desse post.

Aprendi a jogar baralho bem pequeno. Jogávamos pif-paf (não conhece, clique aqui), um jogo sem fortes emoções que consistia basicamente em formar sequências de 3 cartas de mesmo tipo ou de mesmo naipe. A diversão era pelo fato de fazer algo em família – meus pais, eu e meu irmão.

No segundo grau, conheci o truco mineiro (esse aqui) que tradicionalmente era jogado lá na antiga Escola Técnica, hoje Ifes. Esse com bastante emoção pois sempre rolava sacanagem com quem perdia, de acordo com o tamanho da derrota. Certa vez fizemos uma dupla rastejar por baixo de 14 bancos no pavilhão de alunos por ter perdido de 12 a zero pra mim e meu parceiro Venâncio Kravitz (co-autor do post O terceiro elemento). Na ocasião, Venâncio provou que a mão é mais rápida que os olhos e fez um zap aparecer no momento bastante oportuno.

Nessa mesma época, aprendi a jogar Poker (Fechado de 5 cartas, esse aqui). Em linhas gerais, essa modalidade se baseia em fazer uma aposta inicial, receber as 5 cartas, trocar 1 ou mais que achar necessário para montar seu jogo ideal – dentro das combinações permitidas pelo poker, fazer uma nova rodada de apostas e finalmente mostrar o jogo. O vencedor leva as apostas daquela rodada. Nem sempre se tem as melhores cartas, mas blefando pode-se tentar persuadir os demais jogadores para conseguir vencer.

Certas vezes a vida não parece tão diferente de um jogo poker. É como se cada dia fosse uma rodada. A aposta inicial consiste em levantar da cama. Então recebe-se as cartas daquele dia, ou seja, as opções que se tem na vida (questões pessoais, profissionais, espirituais e etc). Nem sempre as coisas são do jeito que gostaríamos que fosse (talvez na maioria das vezes), ou seja, nem sempre temos a mão ideal com uma dupla ou duas duplas ou uma trinca ou um four ou um full hand ou um flash ou um royal straight flash ( são as combinações de cartas do poker, confira aqui se quiser saber mais). E o que se aposta? Nada menos do que ações que vão interferir direta ou indiretamente em nossas vidas. Ao longo do dia, entre vitórias e derrotas, fichas vão sendo acumuladas. Um desafio enorme nisso tudo é saber o valor de cada ficha que se tem para apostar. Me parece que não há reposição para a maior parte delas. Daí a necessidade de jogar cada rodada com muita atenção.

Fichas - publicado em www.pixmac.com.br
Fichas – publicado em http://www.pixmac.com.br

Algumas fichas nunca deveriam ser apostadas. Já outras fichas, uma vez ganhas, dão vontade de levantar da mesa e não jogar nunca mais, o que felizmente ou infelizmente é impossível. Existem ainda aquelas fichas que apostamos e apostamos querendo nos desfazer delas mas não conseguimos.

Seja como for, assim como a certeza que temos de que um dia nossa vida irá chegar ao fim, a certeza que se tem num jogo de poker é que cada rodada irá terminar com você ganhando ou perdendo. Portanto, pense bem no que está apostando e avalie bem suas cartas (opções) antes de decidir ir até o fim da rodada, isso pode reduzir uma possível perda.

Pense sobre.

ps.: estou tentando normalizar a publicação do blog, voltando a um post por semana.

Pílulas, long nights

Pílulas

Pílulas

desculpe-me pela demora em atualizar o blog, to com alguns posts no forno mas tá osso. Várias mudanças estão acontecendo, mas em breve elas irão acabar sendo refletidas aqui em alguns posts, assim como outros já publicados tem também tem relação com isso. Na semana que vem, as coisas tendem a ser normalizar um pouco, daí eu volto à ativa.

Por hora, mais uma música do Into the Wild aqui: Long Nights. Ela fala sobre quando o Alexander Supertramp tomou seu rumo para procurar a si mesmo, a sua essência. Não é fácil fazer isso, não é nada fácil fazer isso, sobretudo quando envolve grandes mudanças, quando a gente escolhe o preço que quer pagar em busca de viver a nossa verdade. Algo do tipo Matrix: pílula azul ou pílula vermelha

Provavelmente você já tenha assistido Matrix 1, certo?! Lembra-se daquela cena em que oferecem ao Neo duas pílulas: uma azul e outra vermelha. A azul fará com que ele pense que foi tudo um sonho e que volte à sua vida anterior. A vermelha fará com que ele o levará a algo ainda desconhecido, o que dá certo medo, mas que valerá a pena o fará enxergar a realidade com outros olhos. Para mim, isso tem a ver com buscar sua própria essência.

Pois bem, que venha a pílula vermelha, afinal, como diz a Joss Stone: “You gotta have the balls to change”.

Long Nights

Longas Noites

Have no fear Não tenho medo
For when I’m alone Para quando eu estiver sozinho
I’ll be better off than I was before Eu estarei numa situação melhor do que antes
I’ve got this light Eu tenho essa luz
I’ll be around to grow Eu irei em busca de crescimento
Who I was before Quem eu era antes
I cannot recall Eu não posso lembrar
Long nights allow me to feel… Longas noites permitam-me sentir…
I’m falling…I am falling Estou caindo … Estou caindo
The lights go out As luzes se apagam
Let me feel Permitam-me sentir
I’m falling Estou caindo
I am falling safely to the ground Estou caindo em segurança no chão
Ah… Ah …
I’ll take this soul that’s inside me now Vou aproveitar esta alma que está dentro de mim agora
Like a brand new friend Tal como um novo amigo
I’ll forever know Eu sempre saberei
I’ve got this light Eu tenho essa luz
And the will to show E a vontade de mostrar
I will always be better than before Serei sempre melhor do que antes
Long nights allow me to feel… Longas noites permitam – me sentir …
I’m falling…I am falling Estou caindo … Estou caindo
The lights go out As luzes se apagam
Let me feel Permitam-me sentir
I’m falling Estou caindo
I am falling safely to the ground Estou caindo em segurança no chão
Ah… Ah …