mim?

2 tempos

Eu em dois tempos, mim e mini-mim

Post n°51, pense sobre… mim?! É. Como o about (Sobre o blog) do blog não diz praticamente nada sobre quem escreve, resolvi aproveitar que hoje é meu vigésimo oitavo aniversário e tive a boa idéia (daí a brincadeira com o n° 51) de fazer uma auto-massagem no ego e escrever um post que diga alguma coisa sobre mim.  Não sei você, mas eu costumo querer saber sobre os autores das coisas que gosto, sempre passo os olhos nas orelhas dos livros que pego pra ler. Dessa maneira tento entender um pouco das motivações do autor ao fazer aquela obra. Esse mesmo costume se estendia aos saudosos encartes de cd´s – eu lia até os agradecimentos pra ver a quem os músicos eram gratos.

Pra não ser muito narcisista, vou ser sucinto: sou o único filho do segundo casamento de um maranhense e de uma mineira que foram tentar a sorte em São Paulo. Nasci no hospital Iguatemi no ensolarado domingo de 3 de outubro de 1982. Meu nome seria Sócrates em homenagem ao jogador de futebol craque da época (sim, é o doutor Sócrates, irmão mais velho do Raí pra você que manja do mundo da bola), mas graças a Deus a seleção perdeu a copa de 1982. Então minha mãe, que gostava muito do seriado Magnum (estrelado pelo Tom Selleck) resolveu me batizar com o mesmo. Todavia, nos primeiros dias, começaram a me chamar de Maguinho, o que não agradou em nada minha matriarca que decidiu trocar o nome por algo *inapelidável: Wesley.

Nasci e cresci na capital paulista, na região dos jardins (Jardim Irene, Jardim São Luís, Jardim Ingá, Jardim Angela), mais precisamente no Jardim Comercial. Essa região é super animada (drogas, violência e etc) como toda periferia costuma ser.  Esses bairros e outros agrupados atendem pela alcunha de  Capão Redondo (foi lá que os Racionais Mc´s surgiram, pela temática do grupo, você consegue ter noção de como é a vida por aquelas bandas).

Quatorze anos atrás, com a separação dos meus pais, mudamos para Vitória-ES (mentira, mudamos pra Serra, mas é ao lado de Vitória). Aqui fiz o ensino médio, curso técnico e graduação no Ifes. Como eu queria ser VJ, fiz vestibular pra Comunicação Social no ano 2000, mas não fui aprovado. Pra salvar a lavoura, fui fazer um curso técnico (em informática) a fim de conseguir um trabalho. Como me indentifiquei com essa área, fiz também a graduação de (chamada na época) Sistemas de Informação. Nesse interim comecei duas outras graduações na UFES: Biblioteconomia(2004/01), depois Jornalismo(2005/01), mas não segui em frente pois a carreira como analista de sistemas parecia mais promissora – tanto que meu primeiro trabalho formal foi como analista de sistemas, responsável pelo site Gazetaonline. Na sequência ingressei na administração pública federal, para também trabalhar com analista de TI – onde estou até hoje.

Bom, por enquanto é isso. No aniversário do ano que vem, eu conto mais e preencho outras lacunas. Acredito que com essas informações seja possível entender alguns porquês de certos posts.

Pra esse post não fugir completamente do propósito do blog, sugiro pensar sobre sua vida e a história que você tem feito. Há uma canção do Nando Reis que fala algo nesse sentido, chamada “Dessa vez”  (clipe e letra abaixo).

*neologismo que significa: o que não é possível apelidar.

Dessa vez

“É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei eu te amo

É bom se apaixonar, ficar feliz, te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar, foi bom, e é bom, e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
dessa vez..
Foi tão bom e porque será
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Ninguém precisa chorar mas eu só posso te dizer
Por enquanto, que nessa linda estória os diabos são anjos”


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cartas, fichas e escolhas

Cartas - publicado em mblog.net

Cartas - publicado em mblog.net

Observação: se você não joga baralho ou não gosta de poker, possivelmente não goste desse post.

Aprendi a jogar baralho bem pequeno. Jogávamos pif-paf (não conhece, clique aqui), um jogo sem fortes emoções que consistia basicamente em formar sequências de 3 cartas de mesmo tipo ou de mesmo naipe. A diversão era pelo fato de fazer algo em família – meus pais, eu e meu irmão.

No segundo grau, conheci o truco mineiro (esse aqui) que tradicionalmente era jogado lá na antiga Escola Técnica, hoje Ifes. Esse com bastante emoção pois sempre rolava sacanagem com quem perdia, de acordo com o tamanho da derrota. Certa vez fizemos uma dupla rastejar por baixo de 14 bancos no pavilhão de alunos por ter perdido de 12 a zero pra mim e meu parceiro Venâncio Kravitz (co-autor do post O terceiro elemento). Na ocasião, Venâncio provou que a mão é mais rápida que os olhos e fez um zap aparecer no momento bastante oportuno.

Nessa mesma época, aprendi a jogar Poker (Fechado de 5 cartas, esse aqui). Em linhas gerais, essa modalidade se baseia em fazer uma aposta inicial, receber as 5 cartas, trocar 1 ou mais que achar necessário para montar seu jogo ideal – dentro das combinações permitidas pelo poker, fazer uma nova rodada de apostas e finalmente mostrar o jogo. O vencedor leva as apostas daquela rodada. Nem sempre se tem as melhores cartas, mas blefando pode-se tentar persuadir os demais jogadores para conseguir vencer.

Certas vezes a vida não parece tão diferente de um jogo poker. É como se cada dia fosse uma rodada. A aposta inicial consiste em levantar da cama. Então recebe-se as cartas daquele dia, ou seja, as opções que se tem na vida (questões pessoais, profissionais, espirituais e etc). Nem sempre as coisas são do jeito que gostaríamos que fosse (talvez na maioria das vezes), ou seja, nem sempre temos a mão ideal com uma dupla ou duas duplas ou uma trinca ou um four ou um full hand ou um flash ou um royal straight flash ( são as combinações de cartas do poker, confira aqui se quiser saber mais). E o que se aposta? Nada menos do que ações que vão interferir direta ou indiretamente em nossas vidas. Ao longo do dia, entre vitórias e derrotas, fichas vão sendo acumuladas. Um desafio enorme nisso tudo é saber o valor de cada ficha que se tem para apostar. Me parece que não há reposição para a maior parte delas. Daí a necessidade de jogar cada rodada com muita atenção.

Fichas - publicado em www.pixmac.com.br
Fichas – publicado em http://www.pixmac.com.br

Algumas fichas nunca deveriam ser apostadas. Já outras fichas, uma vez ganhas, dão vontade de levantar da mesa e não jogar nunca mais, o que felizmente ou infelizmente é impossível. Existem ainda aquelas fichas que apostamos e apostamos querendo nos desfazer delas mas não conseguimos.

Seja como for, assim como a certeza que temos de que um dia nossa vida irá chegar ao fim, a certeza que se tem num jogo de poker é que cada rodada irá terminar com você ganhando ou perdendo. Portanto, pense bem no que está apostando e avalie bem suas cartas (opções) antes de decidir ir até o fim da rodada, isso pode reduzir uma possível perda.

Pense sobre.

ps.: estou tentando normalizar a publicação do blog, voltando a um post por semana.