jogar a toalha

 

Box - Publicado em crouchinggiraffe.blogspot.com
Box – Publicado em crouchinggiraffe.blogspot.com

 

Bem, antes de entrar no assunto, achei interessante conceituá-lo. Como a Romis havia feito isso de uma forma que eu achei bem didática, segue:

“A expressão “jogar a toalha” está associada a luta de Boxe. Quando o treinador percebe que seu atleta está apanhando muito durante a luta, com muitos ferimentos e sem forças para reagir, ele joga a toalha no ringue e assim interrompe a luta e aceita a derrota.

Fora dos ringues a expressão é utilizada com o mesmo efeito diante de alguma situação que envolve algum desconforto. Acontece quando uma pessoa, ou mais de uma, se esforça, fazendo tudo o que pode para solucionar a situação, até que atinge uma fase em que não há mais forças para continuar tentando e a única alternativa que resta é “jogar a toalha”. Isso pode se dar em relação a uma questão profissional ou pessoal, envolver colegas de trabalho ou relações afetivas ou de amizade, ou até mesmo uma doença.

O interessante é que o ato de jogar a toalha já implica que as partes não estão falando a mesma língua, ou não possuem o mesmo objetivo, ou estão em disputa. Cada qual querendo provar, ou comprovar que a sua postura é a mais correta ou mais importante.  Aquele que entra em esgotamento primeiro, pratica o ato.

Jogar a toalha é desistir. É dizer: “cansei”. Mas não é uma atitude covarde e nem desesperada. Quem joga a toalha fez a sua parte. Só se joga a toalha depois de tentar muito, de pensar muito e ao fim perceber que não há mais acordo. Uma das partes quer sair vencedora, então a outra parte de repente para, pondera e conclui: eu posso viver sem isso.”

(Romis Lima, 2008)

Continuo defendendo que é preciso lutar pelo que se acredita. Mas tudo na vida tem um limite. Esse universo paralelo no qual estou imerso (não entendeu? Clique aqui) não tem um limite, tem vários. Meus 27 anos me dizem que a vontade de romper esses limites exige mais energia do que estou disposto a gastar. Depois de dois anos tentando indiretamente e um ano diretamente, chego à conclusão de que é hora de jogar a toalha. A exemplo do que pode ser visto na obra de Durkheim, que mostra uma sociedade muito maior do que nós, percebo “a Matrixinfinitamente superior a mim, logo, resolvi abaixar as armas e ser absorvido de uma vez como o Neo fez no Matrix Revolutions.

Pensando sobre tudo isso, concluo que talvez meus ideais sejam de vanguarda, talvez estejam ultrapassados ou talvez simplesmente não se adequem a esse cenário. É muito frustrante pensar numa realidade imutável. Pela mitologia grega, na caixa de Pandora o único mal que não conseguiu escapar foi a “Perda da esperança”, daí o ditado: “a esperança é a única última que morre”. Entretanto, conforme ouvi antes, vejo que a paciência é a primeira. Dessa maneira, a minha se esgotou. Seja como for, o ato de jogar a toalha, apesar de triste, marca duas coisas importantes pra mim:

  • reconhecimento da superioridade do que estava sendo confrontado
  • minha sinceridade com o que acredito

É isso, vou guardar minhas luvas para lutar contra algo que eu tenha esperanças de vencer, enquanto isso, Enter the matrix.

Pra tentar salvar o post, segue uma canção:

“Just don’t ask me what it was

You just don’t argue anymore”

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Pílulas, long nights

Pílulas

Pílulas

desculpe-me pela demora em atualizar o blog, to com alguns posts no forno mas tá osso. Várias mudanças estão acontecendo, mas em breve elas irão acabar sendo refletidas aqui em alguns posts, assim como outros já publicados tem também tem relação com isso. Na semana que vem, as coisas tendem a ser normalizar um pouco, daí eu volto à ativa.

Por hora, mais uma música do Into the Wild aqui: Long Nights. Ela fala sobre quando o Alexander Supertramp tomou seu rumo para procurar a si mesmo, a sua essência. Não é fácil fazer isso, não é nada fácil fazer isso, sobretudo quando envolve grandes mudanças, quando a gente escolhe o preço que quer pagar em busca de viver a nossa verdade. Algo do tipo Matrix: pílula azul ou pílula vermelha

Provavelmente você já tenha assistido Matrix 1, certo?! Lembra-se daquela cena em que oferecem ao Neo duas pílulas: uma azul e outra vermelha. A azul fará com que ele pense que foi tudo um sonho e que volte à sua vida anterior. A vermelha fará com que ele o levará a algo ainda desconhecido, o que dá certo medo, mas que valerá a pena o fará enxergar a realidade com outros olhos. Para mim, isso tem a ver com buscar sua própria essência.

Pois bem, que venha a pílula vermelha, afinal, como diz a Joss Stone: “You gotta have the balls to change”.

Long Nights

Longas Noites

Have no fear Não tenho medo
For when I’m alone Para quando eu estiver sozinho
I’ll be better off than I was before Eu estarei numa situação melhor do que antes
I’ve got this light Eu tenho essa luz
I’ll be around to grow Eu irei em busca de crescimento
Who I was before Quem eu era antes
I cannot recall Eu não posso lembrar
Long nights allow me to feel… Longas noites permitam-me sentir…
I’m falling…I am falling Estou caindo … Estou caindo
The lights go out As luzes se apagam
Let me feel Permitam-me sentir
I’m falling Estou caindo
I am falling safely to the ground Estou caindo em segurança no chão
Ah… Ah …
I’ll take this soul that’s inside me now Vou aproveitar esta alma que está dentro de mim agora
Like a brand new friend Tal como um novo amigo
I’ll forever know Eu sempre saberei
I’ve got this light Eu tenho essa luz
And the will to show E a vontade de mostrar
I will always be better than before Serei sempre melhor do que antes
Long nights allow me to feel… Longas noites permitam – me sentir …
I’m falling…I am falling Estou caindo … Estou caindo
The lights go out As luzes se apagam
Let me feel Permitam-me sentir
I’m falling Estou caindo
I am falling safely to the ground Estou caindo em segurança no chão
Ah… Ah …