Coragem (Sim senhor)

Sim senhor
Sim senhor

O último post do ano passado se chamava Medo (clique aqui para ver) e é um dos mais acessados até hoje. Quando o escrevi, estava vivendo uma fase bastante complicada. Agora quase um ano depois, vejo que vários dos meus medos se tornaram reais e temê-los não adiantou de nada. Pelo contrário, quando mais medo senti de certas situações, mais complicadas elas se tornaram.

Em alguns momentos de ano me faltou coragem, mas houve quem fizesse o que devia ser feito. Em outros momentos me sobrou coragem, mas houve algo pra impedir que fosse feito o que não deveria ser. Enfim, a vida se encarregou de seguir seu próprio rumo. Meu trabalho maior foi manter a direção alinhada, ajeitando aqui e ali. A ferramenta que me ajudou a fazer esse balanceamento foi a palavra Sim. Claro que o Não ainda é bem presente em minha vida, mas da mesma maneira que o personagem do Jim Carrey no filme Sim Senhor aprendeu a dosar o uso de ambas, eu também estou aprendendo. Nem tanto, nem tão pouco, apenas o equilíbrio que um libriano persegue. Vivo agora mais consciente dos meus atos e de suas consequências. A própria vida passa a ser mais viva quando abraçamos o Sim. No twiiter, Paulo Coelho disse uma coisa bem legal que tem a ver com isso: “quando disser sim, diga com o coração aberto. Quando disser não, diga sem medo.

Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix morreram aos 27 anos. Eu, apesar de não ser roqueiro, também morri algumas vezes neste ano com esta mesma idade. Mas hoje, com 28 ano, vejo 2010 ficando para trás na estrada e 2011 já “pontando” na curva. Dessa vez, diferentemente dos últimos anos, vejo a chegada de um novo de fato. Novos sonhos, novos projetos, novo trabalho, nova cidade e pessoas novas, enfim, uma vida novinha em folha. É bem verdade que essa folha está meio amassada e marcada pelos esboços que começaram a ser rascunhados outrora, mas isso é o de menos, afinal, como diria Nando Reis, o que passou, passou e o que marcou, ficou. Se diferente eu fosse será que eu teria sido amado? Acho que não,  pelo menos não por mim mesmo.

Vendo 2010 no retrovisor, vejo muitos erros e poucos, mas importantes, acertos. Isso faz com quem eu olhe para 2011 com outros olhos, pois sei que o aprendizado gerado por todo caos que se instaurou em minha vida reverberou em várias outras pessoas ao longo do ano e isso fez com que houvesse um crescimento coletivo, cada um à sua maneira. De mesmo modo, o caos de outras vidas também implicou em mim, ainda que ele tenha se manifestado em diferentes ordens de grandeza. Tal fato fez com que minha consciência coletiva se ampliasse e passei a ver sentido em clichês do tipo: somos todos um.

Portanto, hoje me vejo um cara de sorte por poder contar nas duas mãos as pessoas que amo. Mesmo que nem todas elas me amem de volta com a mesma vontade e intensidade que sinto. Imagino que aconteça o mesmo no sentido inverso, pois não sei se amo de mesmo modo a todos que me amam. Mas isso não tem a menor importância, pois amor não é pra ser medido, é pra ser sentido, vivido e compartilhado. Isso eu aprendi bem em 2010.

Enfim, é bom olhar pra trás e ótimo olhar pra frente, mas lembrando que o melhor lugar do mundo para se estar é aqui e agora. Não fique só sonhando e/ou reclamando. Viva! Faça! Realize!

Que tenhamos ainda mais coragem em 2011.

Feliz ano novo! Vejo vocês em 2011.

ps.: recomendo o filme que falei no post. Se você não gostar da mensagem, ao menos irá se divertir com o Jim Carrey que é mega engraçado. Além disso, recomendo a trilha sonora do filme que tem músicas do banda Eels e da gatíssima Zooey Deschanel e a banda Von Iva.

ps2: música/vídeo da sountrack do filme: The sound of fear


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mim?

2 tempos

Eu em dois tempos, mim e mini-mim

Post n°51, pense sobre… mim?! É. Como o about (Sobre o blog) do blog não diz praticamente nada sobre quem escreve, resolvi aproveitar que hoje é meu vigésimo oitavo aniversário e tive a boa idéia (daí a brincadeira com o n° 51) de fazer uma auto-massagem no ego e escrever um post que diga alguma coisa sobre mim.  Não sei você, mas eu costumo querer saber sobre os autores das coisas que gosto, sempre passo os olhos nas orelhas dos livros que pego pra ler. Dessa maneira tento entender um pouco das motivações do autor ao fazer aquela obra. Esse mesmo costume se estendia aos saudosos encartes de cd´s – eu lia até os agradecimentos pra ver a quem os músicos eram gratos.

Pra não ser muito narcisista, vou ser sucinto: sou o único filho do segundo casamento de um maranhense e de uma mineira que foram tentar a sorte em São Paulo. Nasci no hospital Iguatemi no ensolarado domingo de 3 de outubro de 1982. Meu nome seria Sócrates em homenagem ao jogador de futebol craque da época (sim, é o doutor Sócrates, irmão mais velho do Raí pra você que manja do mundo da bola), mas graças a Deus a seleção perdeu a copa de 1982. Então minha mãe, que gostava muito do seriado Magnum (estrelado pelo Tom Selleck) resolveu me batizar com o mesmo. Todavia, nos primeiros dias, começaram a me chamar de Maguinho, o que não agradou em nada minha matriarca que decidiu trocar o nome por algo *inapelidável: Wesley.

Nasci e cresci na capital paulista, na região dos jardins (Jardim Irene, Jardim São Luís, Jardim Ingá, Jardim Angela), mais precisamente no Jardim Comercial. Essa região é super animada (drogas, violência e etc) como toda periferia costuma ser.  Esses bairros e outros agrupados atendem pela alcunha de  Capão Redondo (foi lá que os Racionais Mc´s surgiram, pela temática do grupo, você consegue ter noção de como é a vida por aquelas bandas).

Quatorze anos atrás, com a separação dos meus pais, mudamos para Vitória-ES (mentira, mudamos pra Serra, mas é ao lado de Vitória). Aqui fiz o ensino médio, curso técnico e graduação no Ifes. Como eu queria ser VJ, fiz vestibular pra Comunicação Social no ano 2000, mas não fui aprovado. Pra salvar a lavoura, fui fazer um curso técnico (em informática) a fim de conseguir um trabalho. Como me indentifiquei com essa área, fiz também a graduação de (chamada na época) Sistemas de Informação. Nesse interim comecei duas outras graduações na UFES: Biblioteconomia(2004/01), depois Jornalismo(2005/01), mas não segui em frente pois a carreira como analista de sistemas parecia mais promissora – tanto que meu primeiro trabalho formal foi como analista de sistemas, responsável pelo site Gazetaonline. Na sequência ingressei na administração pública federal, para também trabalhar com analista de TI – onde estou até hoje.

Bom, por enquanto é isso. No aniversário do ano que vem, eu conto mais e preencho outras lacunas. Acredito que com essas informações seja possível entender alguns porquês de certos posts.

Pra esse post não fugir completamente do propósito do blog, sugiro pensar sobre sua vida e a história que você tem feito. Há uma canção do Nando Reis que fala algo nesse sentido, chamada “Dessa vez”  (clipe e letra abaixo).

*neologismo que significa: o que não é possível apelidar.

Dessa vez

“É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei eu te amo

É bom se apaixonar, ficar feliz, te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar, foi bom, e é bom, e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
dessa vez..
Foi tão bom e porque será
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Ninguém precisa chorar mas eu só posso te dizer
Por enquanto, que nessa linda estória os diabos são anjos”