engenharia a dois

Alfie - o sedutor

Alfie - o sedutor

Ontem a noite, zapeando pelos canais da tv, assisti o finalzinho desse filme (imagem de abertura do post). Eu já o havia assistido antes e, ao término, nas duas vezes senti a mesma coisa em relação ao Alfie, pena. Em linhas gerais, a história fala sobre um cara cuja razão de viver é conquistar todas as mulheres que conseguir, ou seja, pegar geral. Vivendo numa sociedade paternalista-patriarcal (leia machista), o comportamento dele é compreensível.

O grande barato do filme é mostrar as implicações de se levar uma vida naquele estilo, haja visto que a Lei do Equilíbrio Universal é implacável, isto é, aqui se faz e aqui se paga. Quando a ficha do Alfie cai, ele diz algo do tipo: “você pode ter tudo, mas se não houver paz de espírito, de nada vale”, isso ajuda a entender a pena de que falei no primeiro parágrafo.

Aprofundando um pouco a discussão, é possível apontar alguns prós e contras de pular de galho em galho, digo, de relacionamento em relacionamento. É positivo o lance da novidade, imergir em um “novo universo” e trocar novas experiências. Poder encontrar outros gostos e costumes que não haviam na relação anterior e, consequentemente desenvolvê-los também. É negativo a superficialidade (assunto desse post aqui) que se tem nas relações. Além disso, o desgaste emocional causado pela memória (assunto desse post aqui) do que se carrega. Numa relação, necessariamente há uma troca, damos uma parte de nós para outra pessoa e uma parte dela nos é dada. Na relação seguinte, entregar uma parte daquela fusão criada anteriormente é um processo delicado e, alguns casos, bastante complicado. Daí a importância da entre-safra ao término de relacionamentos. É o momento em que se deixa os sentimentos decantarem no fundo do coração para então sacudí-lo novamente com um novo relacionamento.

Uma outra percepção que tenho, a qual não lembro ter comentado aqui antes, é que o fator novidade ser mais atraente do que manter funcionando o que já existe (antes que reclamem do direito autoral desta idéia, houve contribuição de duas pessoas em sua concepção). Explico, hoje no mercado encontram-se mais engenheiros de projeto do que engenheiros de manutenção. A engenharia de projeto, cria coisas novas em sua área de atuação (elétrica, mecânica, computação e etc).  Já a engenharia de manutenção, mantém a criação projetada funcionando e ajuda a evoluir o projeto para que os problemas detectados sejam corrigidos. Nas relações, ocorre um fenômeno parecido, há mais interesse pelas novidades do que pelo que já existe. Dessa forma, a engenharia a dois não evolui, restringindo-se apenas às “novidades” que na verdade nem são tão novidades assim. De certa maneira, o modus operandi de um relacionamento tende a se repetir, você irá fazer, na maior parte do tempo, o mesmo que sempre fez, mas com outra pessoa. Isso dá razão para a expressão “não há nada de novo debaixo do sol” (Salomão). Outra frase que, ironicamente, se aplica nesse contexto é: “mudam os palhaços mas o circo é o mesmo”(autor desconhecido).

A engenharia de manutenção compreende três sub-áreas:

  1. Manutenção corretiva: quando se conserta depois que apresentou problema.
  2. Manutenção preventiva: quando são executados procedimentos para prevenir que apresente problema
  3. Manutenção preditiva: quando são executados procedimentos que diagnosticam quando irá apresentar problema.

Transladando isso para relacionamentos, teríamos algo do tipo:

  1. Levar flores e chocolate para se desculpar após fazer alguma bobagem.
  2. Levar flores e chocolate prevendo a possibilidade de fazer alguma bobagem.
  3. Disscussão de relação costuma ajudar a saber o que irá causar um problema. Uma vez identificado, medidas paleativas devem ser tomadas, como por exemplo: pagar aquele consórcio de viagem ao longo do ano todo para que nas férias o casal possa viajar para qualquer parte do país, pagando preços módicos, e aliviar o estresse que poderia levar um dos dois a cometer alguma bobagem.

Enfim, é isso, pense sobre sua engenharia a dois e divirta-se assistindo Alfie, o sedutor.

Até a próxima.

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estrelas, relacionamentos


Relações amorosas podem ser comparadas com estrelas. Surgem a partir de explosões  (paixões), a partir do pó que há por ai disperso (do pó viemos e ao pó tornaremos). Depois que estão formadas, a estrela pode ou não ter brilho próprio, vai depender de sua intensidade(amor).
Então elas brilham. Junta de outras estrelas ela poderá constituir uma constelação(encontro de casais?!). Nas constelações podemos observar formas e figuras do nosso cotidiano. Normalmente é algo legal de se ver, é inspirador. Mas no mundo, tudo é feito para ser quebrado.
No caso das estrelas, elas simplesmente desaparecem.

Quando uma relação acaba, ver as fotografias de quando ela existia é semelhante a observar uma estrela no céu. Olha-se para o passado, pois leva um tempo para que o brilho daquela luz no espaço possa chegar aos nossos olhos aqui na Terra. Sendo assim, estamos vendo uma imagem do passado. É um tanto triste olhar para essas imagens do que não é mais. Das constelações que eu conhecia/vivia/tinha ouvido falar, várias estrelas se apagaram nos ultimos tempos:

 T x M
E x J
R x F

Não vou me estender muito nessa lista pois como mecionado anteriormente, é algo bastante triste de se pensar, sobretudo pelo fato de que as estrelas brilham lá no céu e nós não as alcançamos, apenas vemos o seu brilho, seja ele próprio ou não. Nâo conhecemos a constituição delas para entender completamente o seu fim. Nisso, ficam as visões do passado e a esperança de que a pó outra vez disperso possa se fundir numa nova e bela estrela que dure até pra sempre, enternamente. Por falar em esperança, o Creed fez uma canção bem legal que pode perfeitamente ser aplicada a esse assunto. A interpretação dela que pode ser trazida pra esse post é o de que por mais lascado que você se sinta quando sua estrela deixa some e você volta um “pó disperso” é que muitas pessoas se sentem assim, logo, é algo que faz parte da vida, portanto, não pare de dançar, busque outro pó disperso e constitua uma nova estrela. Pense sobre.

Creed – Don´t stop the dance

Às vezes a vida é má e eu não consigo ver a luz
Um forro de prata as vezes não é suficiente
Para fazer alguns erros parecerem certos
O que quer que a vida traga
Eu já passei por tudo
E agora caio de joelhos novamente

Mas eu sei que devo seguir em frente
Embora doa eu devo ser forte
Porque dentro de mim, eu sei que muitos sentem-se desse jeito

Crianças não parem de dançar
Acredite! Você pode voar
Para longe… bem longe

Às vezes a vida é injusta
E você sabe que é claro entender
Ei Deus, eu sei que sou só um ponto neste mundo
Você se esqueceu de mim?
O que quer que a vida traga
Eu já passei por tudo e agora,
estou de joelhos de novo

Mas eu sei que devo ir embora
Embora eu me fira eu devo ser forte
Porque dentro de mim eu sei que muitos pensam desse jeito

Crianças não parem de dançar
Acredite! Você pode voar
Para longe… bem

Será que estou escondido nas sombras?
Esqueça da dor e esqueça das tristezas

Mas eu sei que devo seguir em frente
Embora doa eu devo ser forte
Porque dentro de mim, eu sei que muitos sentem-se desse jeito

Crianças não parem de dançar
Acredite! Você pode voar
Para longe… bem longe

Será que estou escondido nas sombras?
Será que estamos escondidos nas sombras?